Créditos

Responsável pela Sustentabilidade | Mônica Alcântara

Responsável pela publicação | Guilherme Bourroul

Consultoria GRI e coordenação editorial | usina82

Projeto gráfico e desenvolvimento web | GIZ Propaganda

Fotografia | Eduardo Moody e acervo Odebrecht Agroindustrial

Impacto Ambiental

Desenvolvimento Local Perspectivas Futuras

G4-DMA

Aumento da oferta de energia limpa e renovável na matriz energética brasileira, contribuição para a captura de carbono e combate ao aquecimento global, melhoria da qualidade do ar nas cidades, aproveitamento de áreas degradadas para a agricultura e preservação de áreas florestais. Os benefícios ambientais decorrentes do cultivo da cana-de-açúcar e da utilização de seus produtos são diversos e impactam toda a sociedade de forma positiva.

Nosso modelo de negócio está alinhado a uma das principais demandas globais no aspecto ambiental: reduzir as emissões de CO2 para limitar o aquecimento da temperatura do planeta. Todos os países e setores produtivos são vulneráveis às mudanças climáticas e suas possíveis consequências, como alterações no regime de chuvas, escassez de água e desertificação de áreas férteis. Por isso, o Acordo de Paris, celebrado em 2015, na COP-21, e o cumprimento das metas assumidas pelas nações signatárias são tão relevantes para impulsionar uma economia de baixo carbono.

O Brasil ratificou o Acordo de Paris em setembro de 2016, comprometendo-se a, até 2025, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% abaixo dos níveis de 2005. Em 2030, essa diminuição deverá atingir um patamar de 43%. Para alcançar esses objetivos, o país buscará aumentar a participação de biocombustíveis, como o etanol, na matriz energética e expandir a participação de fontes renováveis, como a biomassa, para a geração de energia.






Parte da nossa produção de etanol hidratado já é direcionada para a produção do polietileno verde, tecnologia desenvolvida nacionalmente que substitui o insumo obtido a partir de combustíveis fósseis. No ano passado, comercializamos 160,2 mil metros cúbicos para a Braskem, empresa do Grupo Odebrecht que detém a patente do polietileno verde. G4-EN27

Estudos realizados no Brasil por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Agência Internacional de Energia (organização que possui 29 países membros) indicam que o uso de etanol reduz entre 80% e 90% a emissão de GEE em comparação ao uso da gasolina. G4-EN27

A geração de energia por biomassa também agrega benefícios ambientais importantes. O insumo é renovável e limpo, porque as emissões de CO2 decorrentes da queima a palha e do bagaço da cana-de-açúcar são removidas pelo sequestro de carbono da atmosfera pelo crescimento dos canaviais. Além disso, a produção de energia durante a safra tem seu ápice nos períodos com menor intensidade de chuva, possibilitando que a água dos reservatórios das usinas hidrelétricas seja estocada.

Apesar dos benefícios tangíveis dos bioenergéticos derivados da cana-de-açúcar, o setor sucroenergético tem o desafio de transformar esses diferenciais em vantagens comerciais, que permitam a substituição dos combustíveis fósseis na matriz energética. Os impactos ambientais e para a saúde gerados pelas emissões atmosféricas desses produtos ainda não são precificados adequadamente pelas políticas públicas nacionais.

Controle de incêndios nos canaviais Nossas operações agrícolas são totalmente mecanizadas e não há a prática de queima da cana-de-açúcar para colheita de nossos canaviais. Os incêndios que ocorrem nas plantações são fenômenos involuntários, causados por eventos externos (como descargas elétricas provocadas por raios) ou falhas nos equipamentos. Por meio de um ecoindicador monitorado semanalmente, acompanhamos as ocorrências desse tipo de evento.

Na safra 2016/2017, o índice de incêndios por tonelada de cana moída foi de 2,30, acima da meta de 0,82 estabelecida para o período. Por causa desse desempenho, planejamos intensificar as ações de treinamento dos Líderes e das equipes, visando a aprimorar as atividades de lavagem e limpeza das colhedoras, bem como as investigações e ações corretivas para mitigar as ocorrências de origem interna.

Com foco no controle dos incêndios por fatores externos, expandimos na última safra o sistema de monitoramento de raios para todas as nossas Unidades. A tecnologia, que emite alertas com antecedência mínima de 30 minutos quando há riscos de raios na região, tem a função de prevenir incêndios, garantir a segurança dos Integrantes e aumentar a produtividade, pois diminui o número de paralisações.

O sistema é utilizado desde 2014 pela Unidade Rio Claro (Polo Goiás) e, em seu primeiro ano de implementação, proporcionou um aumento de 34% da produtividade e uma redução em mais de 60% do tempo de reação aos focos de incêndio na área agrícola, diminuindo as perdas causadas por cana queimada.


Emissões Atmosféricas G4-EN15G4-EN16G4-EN17G4-DMA

Em nossas operações agrícolas e industriais, os canaviais capturam um volume de carbono superior ao total emitido por nossas atividades. Na safra 2016/2017, a captura e a estocagem de carbono em nossos canaviais totalizaram 1,4 milhão de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), enquanto as emissões relativas à produção, processamento, transporte e insumos foram de 0,9 milhão de tCO2e. Além disso, o uso do nosso etanol como combustível em substituição à gasolina e a nossa exportação de energia elétrica a partir de biomassa evitaram a emissão de 5,4 milhões de tCO2e.

Esses dados são monitorados anualmente na elaboração de nosso inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), de acordo com metodologia específica para o setor sucroenergético criada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Essa ferramenta considera referências internacionais, como as ISOs 14040 e 14044 e diretrizes da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), da California Air Resources Board (Carb) e da European Renewable Energy Directive, além do mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nas atividades logísticas, priorizamos a utilização de modais como o ferroviário e o etanolduto, cujas emissões relacionadas ao consumo de diesel são inferiores às do transporte rodoviário. Na safra 2016/2017, 55% do etanol que produzimos foi distribuído por meio de trens e do etanolduto, enquanto 88% da produção de açúcar VHP foi escoada por ferrovias. Essa diversificação de modais também é relevante para aumentar a competitividade de nossos produtos, uma vez que nossas Unidades estão localizadas nas novas fronteiras agrícolas e, portanto, mais distantes dos grandes mercados consumidores.

Desde 2016, também elaboramos nosso inventário de acordo com as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol e, em 2017, alcançamos a classificação Ouro, qualificação máxima obtida após passar por verificação externa (saiba mais aqui).

Parceria sustentável no automobilismo Para divulgar os benefícios ambientais do etanol de cana-de-açúcar, a Odebrecht Agroindustrial assinou um acordo com a equipe britânica de automobilismo Aston Martin Racing para neutralizar as emissões de carbono da escuderia nas provas do Campeonato Mundial de Endurance de 2017. A assinatura do acordo foi feita em outubro de 2016, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e a marca da Empresa já esteve estampada nos carros da equipe nas etapas de Xangai e do Bahrein.

Na temporada de 2015, a Aston Martin Racing emitiu 808,78 tCO2e. Na safra 2015/2016, emitimos 870.189,91 tCO2e, mas capturamos 1.348.901,71 tCO2e em nossas operações. Os números constam no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa das empresas e Declaração de Neutralização, aprovados e certificados pela auditoria independente BSI Brasil.
Materiais G4-DMA

A utilização de subprodutos do processo industrial, em especial a vinhaça, para aumentar a qualidade dos cultivos é uma de nossas principais estratégias de atuação com foco no aumento da produtividade e na diminuição do uso de insumos agrícolas. Nas operações de plantio, outros subprodutos (torta de filtro e cinzas das caldeiras) também podem ser mais bem utilizados e diminuir a necessidade de fertilizantes. A partir da safra 2017/2018, temos o objetivo de aprimorar essa atuação, ampliando a área coberta com a fertirrigação e outras ações.

Em nossas atividades, um dos principais insumos utilizados é o diesel como combustível dos veículos agrícolas. No último ano-safra, obtivemos uma redução de 10% no indicador que mede o consumo para cada tonelada de cana colhida. Esse desempenho superou a meta em aproximadamente 9%, representando uma economia de 5,4 milhões de litros. Alcançamos esse resultado por meio da utilização de novas tecnologias nas colhedoras e no transbordo de cana (saiba mais aqui), maior agilidade e controle do consumo, qualificação dos Integrantes e inclusão dessa variável no Programa de Produtividade Mensal (PPM).

Além da busca pela redução no consumo de materiais, também atuamos para diminuir a geração de resíduos, em especial os contaminados. Em 2016/2017, o volume total gerado (5 mil toneladas) caiu 19% em relação ao ano-safra anterior. No período, nossas equipes aumentaram a disciplina na aplicação do Requisito de Atividade Crítica (RAC) de resíduos, atentando para a separação de materiais contaminados e dos que podem ser reciclados. Com isso, a quantidade destinada para aterros diminuiu 53%. G4-EN23

Controle da Mosca dos Estábulos
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A mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans) é uma praga que prejudica a produção pecuária bovina, porque se alimenta do sangue dos animais e pode transmitir diferentes tipos de doenças. O inseto existe em diferentes regiões do Brasil e deposita suas larvas em materiais orgânicos, como cama de frango e bagaço de laranja e de cana-de-açúcar. O controle da mosca é realizado, basicamente, com medidas de higiene preventiva nos locais em que a postura dos ovos pode ocorrer.

Nas novas fronteiras agrícolas, nossas Unidades têm produtores pecuários como vizinhos e o relacionamento aberto e transparente com esse público tem assegurado a realização de medidas efetivas para o controle da praga. Em parceria com a Embrapa, desenvolvemos o Programa de Monitoramento da Mosca dos Estábulos, que inclui uma série de ações para prevenir a ocorrência de surtos.

Entre as principais iniciativas em nossas Unidades está a adoção de práticas como o recolhimento ou a queima profilática da palha, a escarificação do solo para aumentar a absorção da vinhaça e a adoção de dispositivos de segurança nas tubulações para evitar a ocorrência de vazamentos. Nas situações em que a vinhaça vaza dos tubos, possuímos procedimentos para a aplicação imediata de calcário sobre o local. Nossos Integrantes são continuamente treinados e conscientizados sobre a importância dessa prática.


Para o controle da mosca, utilizamos uma técnica de aplicação de armadilhas tanto em nossas Unidades quanto nas propriedades vizinhas. As bandeiras autocolantes nas cores azul e preta, que atraem e retêm os insetos, são instaladas em locais estratégicos e monitoradas com tecnologia de georreferenciamento. Semanalmente, os refis são recolhidos e encaminhados para a Embrapa, que tabula os dados, analisa a média populacional de moscas e auxilia na definição de medidas de controle. Atualmente, mais de 130 armadilhas estão instaladas.

Nossos Integrantes também realizam, de acordo com um cronograma preestabelecido, visitas às fazendas vizinhas para aplicação de defensivos e colaboração na limpeza dos estábulos. Nessas interações, reforçamos a importância da manutenção da higiene, apresentamos nossas práticas e reforçamos a conscientização dos produtores locais.
Recursos Hídricos G4-DMA

Realizamos a captação de água em nossas Unidades para abastecer as operações industriais e fazer a limpeza dos equipamentos. Para reduzir o consumo, buscamos continuamente oportunidades de melhoria nos processos e nas instalações, visando a aumentar a eficiência, reduzir os impactos ambientais e aprimorar os mecanismos de controle e monitoramento. A captação de água para irrigação dos canaviais ocorre apenas na Unidade Rio Claro (GO), devido às condições restritivas do solo.

Praticamente toda a água utilizada nas indústrias é recirculada ou reaproveitada. Além dos sistemas internos nas fábricas para recirculação dentro dos processos produtivos, incorporamos as águas residuárias à vinhaça para aplicação nas áreas agrícolas, de acordo com o Plano de Aplicação da Vinhaça (PAV). Apenas uma parcela (em torno de 25%) do que é consumido na indústria é perdida como vapor nas torres de resfriamento. Dessa forma, temos uma operação com zero efluente e minimizamos a pressão que exercemos sobre a disponibilidade de recursos hídricos locais.

Nosso consumo de água é monitorado por meio de um ecoindicador que avalia a utilização do insumo natural por tonelada de cana-de-açúcar processada. Na safra 2016/2017, nosso desempenho manteve-se estável em relação ao ano anterior, impedindo o atingimento da meta estabelecida. Nos próximos anos, visando ao aumento da nossa eficiência, faremos aprimoramentos nos sistemas de medição e de captação e intensificaremos os mecanismos de reaproveitamento nas operações industriais.


Biodiversidade G4-DMAG4-EN12

Anualmente, nossas Unidades realizam o Monitoramento Ambiental da Fauna, que permite acompanhar e minimizar o impacto de nossas atividades para as espécies de animais presentes em áreas de preservação e proteção ambiental localizadas próximas às áreas em que atuamos.

Os resultados são apresentados aos órgãos reguladores ambientais e demonstram que a presença da cana-de-açúcar nas regiões não gera impactos significativos para a biodiversidade. Na safra 2017/2018, esse monitoramento será ampliado para abranger também os locais em que há aplicação de fertirrigação.
A avaliação de bioindicadores no Polo São Paulo concluiu que não há interferência do cultivo de cana na ocorrência e distribuição de animais na região.
No Polo São Paulo, realizamos, desde 2007, um dos mais importantes investimentos direcionados para a proteção da biodiversidade: a implementação de corredores ecológicos que contribuem para a conservação da fauna local. A região do Pontal do Paranapanema abriga o maior remanescente de Mata Atlântica fora dos limites litorâneos do Estado, abrigando espécies de animais ameaçadas de extinção, como o mico-leão-preto.

Em 2016, para contribuir com a preservação das unidades de conservação e fragmentos de áreas naturais no entorno das Unidades, realizamos uma análise da qualidade ambiental por meio da avaliação de bioindicadores nas regiões de influência da produção agrícola. Para isso, selecionamos espécies de aves e mamíferos cuja presença indica a integridade dos ambientes avaliados. Os dados que subsidiaram a análise foram coletados em 34 pontos distintos.

Durante o período de amostragem, foram registradas 13 espécies de aves e 19 de mamíferos consideradas bioindicadoras. Também foi possível constatar que o uso do solo para o cultivo de cana-de-açúcar não possui interferência significativa na ocorrência e distribuição dessas espécies.

Outra conclusão foi a de que as espécies se encontram pulverizadas pela região em vez de estarem confinadas nas unidades de conservação. Essa condição demonstra a efetividade dos corredores ecológicos nos quais existe um contínuo fluxo de animais.