Créditos

Responsável pela Sustentabilidade | Mônica Alcântara

Responsável pela publicação | Guilherme Bourroul

Consultoria GRI e coordenação editorial | usina82

Projeto gráfico e desenvolvimento web | GIZ Propaganda

Fotografia | Eduardo Moody e acervo Odebrecht Agroindustrial

Ética, transparência e integridade

Desempenho dos Negócios Compromisso com os Integrantes

G4-56G4-DMA

Desde nossa fundação, apoiados nos princípios e conceitos da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), desenvolvemos nossos negócios com transparência e ética no relacionamento com todos os públicos da nossa cadeia de valor. Essa forma de atuação foi reforçada e ampliada na última safra, a partir das diretrizes da Política sobre Conformidade do Grupo Odebrecht aprovada em novembro de 2016.

Com base na orientação dos Acionistas controladores, revisamos e aprovamos nossa Política de Conformidade, mais rígida em aspectos relevantes para o nosso Negócio. Nossa Política veta, por exemplo, a doação a partidos políticos, mesmo que a legislação brasileira volte a permitir essa forma de contribuição.

Além da Política, criamos em 2016 o Comitê de Conformidade, que auxilia o Conselho de Administração no acompanhamento da implementação da Política e dos planos de ação relacionados ao tema. Em sua formação, o Comitê conta com até cinco conselheiros da Empresa, sendo que um deles é membro independente. Outra exigência é que ao menos um dos membros do Comitê tenha reconhecida experiência e conhecimento nas áreas de contabilidade societária e auditoria contábil e financeira.

Em nossa estrutura operacional, reforçamos a área de Conformidade, que respondia à Diretoria Executiva e passou a se reportar diretamente ao Comitê. Além disso, a área será convidada a participar das reuniões do Conselho de Administração para apresentar seus principais indicadores e resultados. Dessa forma, mantemos nosso compromisso de estar em linha com as melhores práticas do mercado.

Após a estruturação dessa governança, nosso objetivo é, na safra 2017/2018, consolidar o Sistema de Conformidade da Empresa e atuar na comunicação e no treinamento de todos os Integrantes para divulgar e consolidar a Política de Conformidade entre todas as equipes, demonstrando como as diretrizes e aspectos abordados no documento estão relacionados às suas rotinas diárias.

A ampliação da área de Conformidade reforça o compromisso com a ética e a transparência que sempre mantivemos, e cujas diretrizes também estão traçadas no Código de Conduta Ética para Integrantes e no Código de Ética para Fornecedores, ambos disponíveis a todos os interessados no site da Empresa.

Clique aqui para conhecer a Política de Conformidade da Odebrecht Agroindustrial.

Na safra 2016/2017, fortalecemos nossa gestão com a criação do Comitê de Conformidade e a ampliação da área de Conformidade da Empresa.



Sistema de Conformidade
G4-57

Nosso Sistema de Conformidade está apoiado em três pilares – Prevenir, Detectar e Remediar – e dez medidas integradas para garantir nosso compromisso com uma atuação ética, íntegra e transparente. Ele foi criado e estruturado para apoiar todos os Integrantes, em especial os Líderes, no gerenciamento dos riscos que podem comprometer a geração de valor em nossos negócios.

Os Líderes são responsáveis pela implementação e prática do Sistema de Conformidade em suas áreas. As medidas de prevenção são as mais importantes de serem implantadas e seguidas.

No entanto, por melhores que sejam, elas podem ser insuficientes para garantir que a Empresa não esteja exposta a riscos de não conformidade.

Portanto, para a garantia da efetividade do Sistema de Conformidade, é fundamental que sejam também realizadas medidas de detecção e de remediação. Uma vez detectada uma exposição a risco, esta deve ser tratada. No caso da ocorrência de uma não conformidade, iniciativas para remediar os impactos e fortalecer medidas preventivas e de detecção devem ser adotadas. A depender da natureza, devem ser também adotadas as medidas disciplinares cabíveis.
Baseado em três pilares, nosso Sistema de Conformidade é implementado pelo Líderes em suas respectivas áreas.


Gestão de Riscos
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Uma das principais frentes de atuação da área de Conformidade foi o desenvolvimento de uma metodologia para a identificação e a classificação dos diferentes tipos de riscos aos quais os nossos negócios estão expostos. De forma integrada às áreas administrativas e operacionais, realizaremos um mapeamento completo dos processos e a priorização de planos de ação para mitigar os riscos, de acordo com o grau de exposição e impacto financeiro e na reputação da Empresa.

A partir dos riscos identificados e priorizados, definiremos nossos planos de auditoria para o ano-safra, com foco na prevenção de perdas e no aumento da produtividade. Anualmente, as auditorias realizadas têm o objetivo de apontar para os Líderes das áreas se os procedimentos estabelecidos para a mitigação dos riscos estão sendo cumpridos de forma satisfatória e em conformidade com nossos princípios e políticas.

Na safra 2016/2017, realizamos cinco planos de auditoria abrangendo itens como gestão de pessoas, expedição de produtos, abastecimento de veículos, relacionamento com Parceiros Agrícolas e validação dos acessos aos sistemas de controle e administrativos. Nesse procedimento, envolvemos 100% dos Polos Produtivos e definimos planos de ação para serem desenvolvidos no próximo ano-safra, contribuindo para a melhoria contínua de nossas operações.

Em nossas Unidades, desenvolvemos uma matriz de riscos operacionais que auxilia os Líderes na avaliação de possíveis cenários e seus consequentes impactos sociais, ambientais, para os ativos e para a imagem e reputação da Empresa. Essa ferramenta reforça a tomada de decisão sobre medidas a serem adotadas para prevenir situações que possam comprometer a continuidade do Negócio.
Linha de Ética
G4-58



Seguindo as diretrizes da nossa Política de Conformidade, possuímos o Linha de Ética para o recebimento de denúncias de irregularidades, desvios de conduta e ações que não estejam em conformidade com a legislação por parte de nossos Integrantes ou de outros públicos da nossa cadeia de valor. O canal está sempre aberto, por meio da internet ou telefone, para que as comunicações sejam feitas e pode ser utilizado pelos Integrantes, Fornecedores, Clientes e demais parceiros.

O Linha de Ética é gerenciado por empresa externa e independente, o que amplia a segurança e a garantia de sigilo das informações das pessoas que entram em contato. Além disso, por meio da plataforma on-line, é possível solicitar informações adicionais dos fatos relatados, mesmo em caso de comunicações anônimas. Os reclamantes podem, adicionalmente, acompanhar a evolução da verificação e da investigação por meio do número de protocolo gerado pelo próprio sistema.

No último ano, recebemos 453 comunicações pelo Linha de Ética, um aumento de 12,7% em relação à safra 2015/2016. Desse total, 290 foram consideradas procedentes pela Empresa (19% a menos que no período anterior). Percebemos uma redução nos relatos relacionados a assédio moral e políticas internas, resultado de ações tomadas para melhorar a relação entre Líderes e Liderados e o cumprimento das diretrizes corporativas. Por outro lado, o crescimento nas comunicações categorizadas como abuso de poder e nas relacionadas ao tema de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) indicam oportunidades para aprimorar a conscientização das Lideranças.
Linha de Ética – relatos recebidos por tema *Relatos com solicitações de informações gerais do Grupo Odebrecht. Uma campanha de divulgação será realizada em 2017/2018 visando ao melhor uso do canal.

Clique aqui para acessar o Linha de Ética

Na safra 2016/2017, concluímos a investigação de uma denúncia de fraude que envolvia pagamentos ilícitos a um Fornecedor. O caso era procedente e resultou no desligamento do Integrante e no descadastramento da empresa beneficiada. G4-SO5

Compromissos Voluntários
G4-15

A adesão e a participação em iniciativas externas que contribuem para o desenvolvimento sustentável das sociedades são importantes para reforçarmos nosso compromisso com uma atuação ética, íntegra e transparente. Com esse objetivo, em 2016, passamos a fazer parte da rede brasileira do Pacto Global, iniciativa da ONU que mobiliza a comunidade empresarial global em torno de 10 Princípios que estimulam o respeito aos direitos humanos, condições dignas de trabalho, proteção do meio ambiente e combate à corrupção.

Em nosso primeiro ano de atuação, buscamos entender como nosso Negócio e investimentos para o desenvolvimento sustentável já estão alinhados às diretrizes do Pacto Global, correlacionando a visão global à realidade local das regiões em que atuamos. Participamos de dois grupos de trabalho da rede brasileira – Alimentos & Agricultura e Energia & Clima –, fóruns nos quais pudemos compartilhar experiências com outras entidades empresariais e fortalecer nosso posicionamento como indutores da redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no país. A adesão ao Pacto Global e o engajamento em seus grupos de trabalho fortalecem nossa contribuição para o desenvolvimento sustentável

A partir da safra 2017/2018, aprofundaremos a avaliação da relação entre nossas práticas e os compromissos assumidos com o Pacto Global, orientando-nos pelos 10 Princípios para identificar oportunidades de melhoria em nossa operação e governança. Para isso, ampliaremos nossa participação para mais grupos temáticos (Anticorrupção, Direitos Humanos e ODS) da rede brasileira e continuaremos a divulgar e reforçar nosso compromisso entre os Integrantes e outros públicos da cadeia de valor.


Contribuições para os 10 Princípios do Pacto Global
Iniciativas Empresariais
Com a participação em iniciativas empresariais reconhecidas pela pesquisa e articulação em rede, buscamos transformar as principais tendências em sustentabilidade em oportunidades práticas para o desenvolvimento e crescimento de nossos negócios. Nesse sentido, é destaque nossa participação na plataforma Empresas Pelo Clima (EPC), iniciativa do GVCes – Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas para mobilizar a comunidade empresarial em torno do estímulo a uma economia de baixo carbono.

Por meio da participação nesse fórum, pudemos captar e incorporar em nossa estratégia os principais desafios para mensuração, regulação e valorização dos benefícios ambientais de nossos negócios, em especial os relacionados às mudanças climáticas. Também contribuímos para ampliar a discussão sobre aspectos específicos do setor para o tema no diálogo entre o setor privado, a academia e o setor público. Participamos, por exemplo, da criação do grupo de trabalho Agricultura no âmbito da Simulação de Sistema de Comércio de Emissões, uma das atividades da EPC. A primeira reunião do grupo ocorreu em abril de 2017 e um dos pontos discutidos foi o aprofundamento do impacto nos balanços de emissões de GEE produzidos pelas empresas trazido por questões como mudanças de uso no solo.

No último ano, também nos tornamos signatários do “Posicionamento Empresarial sobre Precificação de Carbono no Brasil”, divulgado pela Iniciativa Empresarial em Clima (IEC), que defende a precificação de carbono como uma alternativa eficiente para reduzir as emissões de GEE e impulsionar a adoção de práticas mais sustentáveis na cadeia de valor. A IEC é um movimento multistakeholder nacional que congrega instituições como o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), EPC, Instituto Ethos, Carbon Disclosure Project (CDP) e a rede brasileira do Pacto Global. Análise de ciclo de vida do etanol hidratado em destaque Por meio de nossa participação na iniciativa Ciclo de Vida Aplicado (CiViA), do GVCes, realizamos ao longo da safra 2016/2017 um estudo sobre a pegada hídrica e de carbono do etanol hidratado que produzimos. O projeto foi selecionado, entre mais de 400 trabalhos realizados, para ser apresentado na oitava edição da Conferência Internacional sobre Gestão de Ciclo de Vida (LCM 2017), no mês de setembro, em Luxemburgo.

Intitulado “Pegada de carbono e hídrica do etanol hidratado de cana-de-açúcar brasileira produzido pela Odebrecht Agroindustrial”, o estudo será apresentado no painel sobre práticas sustentáveis nas cadeias de valor da agropecuária em países emergentes. O estudo mostra como conseguimos incorporar um software aberto como ferramenta para acompanhamento e desenvolvimento de melhorias em nossos processos agrícolas e industriais, considerando os aspectos água e emissões.