Créditos

Responsável pela Sustentabilidade | Mônica Alcântara

Responsável pela publicação | Guilherme Bourroul

Consultoria GRI e coordenação editorial | usina82

Projeto gráfico e desenvolvimento web | GIZ Propaganda

Fotografia | Eduardo Moody e acervo Odebrecht Agroindustrial

Desempenho dos negócios

Mensagem do Líder de Negócio Ética, Transparência e Integridade

G4-DMA

O aumento da produtividade e a confiança do Acionista na capacidade da Empresa de gerar valor no longo prazo marcaram positivamente o desempenho da Odebrecht Agroindustrial na safra 2016/2017. Com 28,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas, total 3,3% menor em relação à safra anterior, alcançamos aumentos significativos na produtividade de litros de etanol produzidos e de energia elétrica exportada por volume processado. Também obtivemos reduções de custos expressivas na colheita e na manutenção dos veículos da operação agrícola.

Além desses ganhos, concluímos a reestruturação da dívida da Empresa no último ano-safra, o que amplia o foco nos investimentos de longo prazo e aumento da competitividade. Com o aporte financeiro de R$ 4,6 bilhões do Acionista, o nível de alavancagem da Empresa caiu para 4,7 (redução de 54,6%). No fechamento da safra 2016/2017, nossa dívida líquida era de R$ 8,6 bilhões, com 97,8% para vencimento no longo prazo (a partir de 2021). G4-9

No primeiro semestre de 2016, a Empresa recebeu dos controladores R$ 4,6 bilhões em recursos financeiros. Desse montante, R$ 3,0 bilhões foram utilizados no último ano-safra para abatimento de dívidas de curto prazo e R$ 1,6 bilhão foi alocado no caixa da Odebrecht Agroindustrial, para manutenção dos investimentos nas operações agrícolas e industriais. Além disso, os ativos de geração de energia, antes segregados para a Odebrecht Energia Renovável, foram reintegrados e garantirão a geração de valor por meio dos contratos firmados para comercialização de energia elétrica.
O acordo de reestruturação foi negociado com credores nacionais e estrangeiros. Sua conclusão demonstra a confiança do Acionista na capacidade da Empresa de gerar valor no longo prazo, por meio do aumento contínuo da produtividade e eficiência operacional.

Na comparação com a safra anterior, nossa receita líquida teve crescimento de 20,4%, influenciado pelo maior volume de produtos comercializados e pelas condições favoráveis de preço no mercado. O Ebitda ajustado1, indicador que apresenta a geração de recursos com as atividades operacionais, aumentou 33,3% na mesma base de comparação. G4-9

1. Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sem ativo biológico.
*Considera 12 meses de operação de cogeração de energia elétrica

*Considera 12 meses de operação de cogeração de energia elétrica
Distribuição do Valor Adicionado (R$ mil)*G4-EC1

Pessoas e encargos 785.744
Governo e sociedade (impostos, taxas e contribuições) 326.624
Financiadores (juros e aluguéis) 2.562.568
Lucro (prejuízo) do exercício (1.579.806)
Participação dos não controladores (2.835)
*Considera 12 meses de operação de cogeração de energia elétrica

Crescimento na Indústria
Nossa produção de etanol na safra 2016/2017 atingiu 1,9 bilhão de litros. Desse total, 33,8% corresponde ao tipo anidro (misturado à gasolina), o que representa o maior volume que já produzimos desde nossa fundação. Na produção de açúcar, também fomos recordistas, com um total de 559 mil toneladas – crescimento de 22,8% em relação à produção do ano-safra anterior.

A exportação de energia elétrica no período atingiu 2,2 mil GWh, aproximadamente 73% do total que geramos – o restante é utilizado para autossuficiência energética de nossas Unidades. Esse resultado também é recorde em nossa história.

Para alcançar esse desempenho, realizamos diversas melhorias em nossas instalações industriais, buscando aumentar a produtividade de nossos ativos. Entre outras ações, aprimoramos os processos de manutenção preventiva dos equipamentos, a fim de evitar quebras e paradas não programadas, e capturamos ganhos com a regulagem de caldeiras e sistemas de controle da fermentação.

Anualmente, comparamos nossa performance com a de outras indústrias do setor por meio de um ranking elaborado pela Benri, empresa independente e especializada no segmento sucroenergético. Na última safra, nosso desempenho industrial recebeu nota A (a terceira mais elevada), que significa elevada eficiência operacional.

Outra frente de evolução que contribuiu para o aumento da nossa produtividade foram os aprimoramentos para o acompanhamento do faturamento e da expedição de etanol e açúcar. Com novas ferramentas para o controle diário comercializado, obtivemos ganhos de escala e performance, garantindo o atendimento aos contratos com os Clientes, o maior controle do estoque e o fortalecimento do caixa operacional da Empresa.

Na área de logística, obtivemos uma economia da ordem de R$ 2,5 milhões com a implementações de contratos de longo prazo para o escoamento da produção, mantendo a excelência na prestação do serviço e os elevados padrões na segurança do transporte. Clique aqui para saber mais.
Desempenho Agrícola
Na operação agrícola, nosso ganho de produtividade é atestado por meio do rendimento das colhedoras de cana-de-açúcar. Na safra 2016/2017, a quantidade colhida pelos equipamentos aumentou 32%, chegando a 129 mil toneladas por máquina durante a safra – no Brasil, índices de 100 mil toneladas/máquina já são considerados de excelência. No período, plantamos 48,6 mil hectares de canaviais, resultado 7% superior à formação de lavoura do período anterior.

Obtivemos expressivas reduções de custos das operações, como a queda de aproximadamente 4% no custo de Corte, Carregamento e Transporte (CCT) em relação à safra anterior.

Na área de Manutenção Automotiva, nossos custos caíram 9%, fruto do avanço do Programa de Qualimetria em nossas oficinas. Com base nessa metodologia, desenvolvida pelo Grupo Odebrecht, realizamos quatro avaliações por ano nas Unidades e pontuamos as áreas de acordo com critérios como organização, limpeza, segurança, tempo de execução dos serviços, entre outros. Dessa maneira, concentramos nossos esforços para definir e implementar planos de melhoria, alcançando evoluções contínuas nos indicadores avaliados.

O teor de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar moída foi 2% superior ao da safra anterior, mas o rendimento acumulado da área colhida caiu 9,6% na mesma base de comparação. Na safra 2017/2018, nosso objetivo é aproveitar as oportunidades que existem para melhorar nossa performance a operação agrícola, o que resultará em maiores quantidades de matéria-prima de qualidade para ser convertida em produtos.

Entre as possibilidades de melhoria está a ampliação da utilização de subprodutos que fortalecem o canavial, como a aplicação de vinhaça e da torta de filtro (saiba mais aqui). Além disso, pretendemos aprimorar as técnicas de planejamento do plantio, fazendo com que o desenho do canavial propicie ganhos de eficiência na colheita.

Tecnologia aumenta produtividade da colheita

A Fila Única de Transbordo de Colheita (FUT), uma tecnologia alocada nas colhedoras e tratores de transbordo na Unidade Rio Claro (Polo Goiás), é um exemplo de tecnologia adotada com foco na produtividade. O projeto-piloto trouxe redução de custos e também de consumo de recursos naturais. Com um investimento de R$ 247 mil, instalamos cinco torres de radiocomunicação e 62 computadores de bordo que informam aos operadores, por meio de um painel digital, o melhor caminho a ser seguido dentro do canavial, focando na otimização da operação agrícola.
Com isso, obtivemos redução no tempo de parada das colhedoras à espera do trator de transbordo, que transporta a cana-de-açúcar colhida até o caminhão responsável pelo carregamento para a Unidade industrial. Também foi possível diminuir o número de tratores utilizado na operação e o consumo de diesel. Nosso objetivo é implementar a inovação nas demais Unidades de forma gradativa, nos próximos três anos.

Parceiros Mais Fortes

G4-DMAG4-12

A formação de parcerias com produtores agrícolas para fornecimento de cana-de-açúcar é estratégica em nosso modelo de negócio, porque amplifica a geração de valor de maneira sustentável aos públicos envolvidos em toda a nossa cadeia produtiva. Com essa forma de atuação, os parceiros encontram oportunidades para ampliar suas operações com rentabilidade em novas fronteiras para o setor sucroenergético; as comunidades locais são impactadas positivamente com a geração de empregos e o incremento da economia nos municípios; e a Empresa obtém o aumento da oferta de matéria-prima de qualidade.

No último ano, além do foco no aprimoramento do desempenho operacional, atuamos para ampliar nosso compromisso com práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. Para isso, estruturamos o Programa Parceiros Mais Fortes, que promove o alinhamento dessas empresas à nossa Diretriz de Sustentabilidade, lançada na safra 2015/2016. No fim da safra 2016/2017, o Programa contava com 36 Parceiros. G4-13

Para o desenvolvimento do programa, em cada Polo Produtivo, reunimos equipes operacionais e administrativas para discutir e uniformizar os procedimentos a serem adotados no processo de verificação e avaliação dos Parceiros Agrícolas quanto à aplicação das boas práticas definidas pela nossa Diretriz.
Nesse processo, mais de 40 Integrantes foram engajados e criamos uma nova área voltada para a gestão de desenvolvimento dos Parceiros. As avaliações dos aspectos socioambientais tiveram início na última safra, sob a coordenação das próprias Unidades produtivas, e serão reforçadas nos próximos anos, com o apoio técnico da equipe corporativa e com o acompanhamento dos planos de ação para melhorias.

Para promover o engajamento dos Parceiros Agrícolas, elaboramos o “Compromisso com a Sustentabilidade na Cadeia de Cana-de-Açúcar”, documento em que os Fornecedores se comprometem a comprovar que suas práticas estão em conformidade com nossas diretrizes e com os 10 Princípios do Pacto Global.

Na safra 2016/2017, os termos do Compromisso foram apresentados e discutidos em um evento que reuniu todos os nossos Parceiros Agrícolas. No segundo semestre, realizaremos Encontros com os Parceiros Agrícolas, que terão como objetivo reconhecer as boas práticas adotadas pelas empresas e promover a troca de conhecimentos e de experiências.

Crescimento dos Parceiros
Nosso objetivo é fazer com que os Parceiros Agrícolas sejam responsáveis, no médio prazo, pelo fornecimento de 40% do volume da moagem que realizamos a cada safra. Para garantir esse crescimento de forma sustentável, consolidamos na safra 2016/2017 os processos e mecanismos para o gerenciamento desses contratos, que têm duração de longo prazo (mínimo de sete anos).

Com isso, buscaremos aumentar o número de produtores inseridos no Programa Parceiros Mais Fortes. Essa expansão será feita de forma coordenada com a avaliação e escolha de terras próximas às nossas Unidades, envolvendo os proprietários rurais de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo e garantindo a competitividade dos custos de produção.

Uma de nossas estratégias nesse sentido é atuar de forma próxima aos produtores de grãos da região, demonstrando as vantagens da diversificação da produção agrícola e os benefícios da cultura da cana-de-açúcar para reduzir os riscos econômico-financeiros das operações.

No relacionamento com os Parceiros Agrícolas, buscamos também compartilhar as boas práticas, conhecimentos e aprendizados obtidos em nossas próprias operações. A troca de informações e experiências abrange todas as etapas da cadeia produtiva, como manejo de variedades, técnicas de plantio e colheita, conformidade com a legislação, manutenção e segurança.

Todos os Parceiros são avaliados, no processo de seleção e durante a vigência dos contratos, por meio da obtenção de informações e de visitas às suas operações, nas quais monitoramos periodicamente as práticas de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA), o respeito aos direitos humanos e o cumprimento da legislação vigente, empregando os mesmos critérios e compromissos adotados na gestão dos nossos canaviais. G4-EN32G4-LA14

Cadeia de Suprimentos
G4-DMAG4-12
No relacionamento com nossos Fornecedores de materiais, equipamentos e serviços, continuamos a evoluir os processos e mecanismos de controle e gerenciamento com o objetivo de impulsionar a conformidade e o alinhamento aos nossos princípios de sustentabilidade. No último ano, ampliamos de 2,9% para 42,1% o número de Parceiros selecionados e homologados no sistema que construímos na safra 2015/2016 para acompanhar o cumprimento de requisitos legais e as práticas de gestão do desempenho socioambiental. G4-EN32G4-LA14

Nossa meta para o período era atingir 100% das empresas contratadas, mas não foi possível chegar ao índice máximo por conta de contratos mais antigos que já haviam sido firmados. A expectativa é ter toda a base de Fornecedores incluída no sistema ao final da safra 2017/2018. Nesse mesmo ano revisaremos o questionário de avaliação com a inclusão de perguntas relacionadas ao Programa de Conformidade da Empresa.

O processo prévio de homologação inclui a resposta a um questionário de autoavaliação socioambiental, que possibilita identificar riscos e pontos de atenção relacionados a impactos locais e ao meio ambiente.

Após a contratação, os Líderes da Odebrecht Agroindustrial responsáveis pela gestão dos contratos fazem uma avaliação de desempenho dos Fornecedores, considerando aspectos como práticas de segurança e saúde, gestão ambiental, cumprimento da legislação trabalhista, qualidade do atendimento, entre outros itens. Essa avaliação é utilizada para compor o Índice de Desempenho do Fornecedor (IDF), ferramenta que apoia as equipes de suprimentos nos processos de cotação e compra.
Gestão de Riscos
Na última safra, em conjunto com a ampliação do processo de homologação dos Fornecedores, elaboramos a Matriz de Criticidade da nossa cadeia de suprimentos, com o objetivo de identificar riscos aos quais nossos negócios podem estar expostos. Além disso, buscamos identificar e aproveitar as oportunidades para geração de valor que possam existir dentro de nossos cinco temas materiais, desenvolvendo planos de ação para os principais impactos socioambientais.

Como primeiro passo para o desenvolvimento da Matriz de Criticidade, classificamos nossos Fornecedores em 187 categorias diferentes, considerando suas atividades e tipos de produtos e serviços fornecidos. Em seguida, envolvemos Integrantes de diferentes áreas da Empresa em dois workshops para avaliar a relevância para o Negócio e os potenciais impactos de cada tipo de categoria.

Ao final da avaliação, identificamos que 12% das categorias têm alta importância para a continuidade de nossas operações e, ao mesmo tempo, apresentam maior potencial para gerar impactos socioambientais relevantes. No último ano, essas categorias representaram mais de 66% do total de dispêndios, mas concentraram apenas 5% das contratações.

Na safra 2017/2018, nosso objetivo é elaborar mecanismos diferenciados para acompanhar o desempenho socioambiental dos Fornecedores, considerando o grau de criticidade de cada categoria. Esse processo inclui o desenvolvimento de exigências mais rígidas para o processo de homologação e outras formas de controle para as categorias com maior potencial de impacto, como os prestadores de serviços de transporte e Fornecedores de combustíveis e de produtos químicos.

Central de Compras
Na safra 2016/2017, demos início ao desenvolvimento da Central de Compras, área que vai unificar e padronizar as aquisições de materiais e contratações de serviços para as Unidades e para os escritórios corporativos. Com essa nova estrutura, poderemos obter ganhos financeiros e de produtividade, na medida em que haverá mais escala para a cotação de produtos e serviços e a gestão dos contratos, com maior controle dos processos.

Nas Unidades, continuaremos a contar com áreas de suprimentos, responsáveis pelas requisições de compras com base no planejamento e na gestão de estoques, e de administração de contratos, que apoiará os gestores locais e o desenvolvimento do escopo para a elaboração dos contratos de prestação de serviços. Até março de 2018, todos os Polos Produtivos estarão integrados à Central de Compras.